domingo, 22 de agosto de 2010

Macaquinho..

                                                                                                                                                   foto internet

ÊÊ RRAAPPÁ


É assim que os peões do pantanal chamam os companheiros, esses dias me contaram um causo, aliás, um ditado que diz que o macaco não erra o pulo. Pois então, vindo de Miranda, bem na ponte do seu Bento, viram um bando de macaco saltando de uma árvore para outra, quando o último indivíduo foi saltar, e por erro de calculo esse macaquinho saltou em cima de um galho de bambu, quando esse animalzinho de rabo pois seu peso nesse galho, o galho invergou e foi até o chão, fazendo com que o macaquinho batesse seu queixo, coitado....ficou zonso, levantou meio de cambota e ainda não sabia o que tinha acontecido. Voltou para árvore atrás de seus companheiros. ÊÊÊ RRRAAPÁÁ, esse macaquinho vai pensa duas vezes antes de pular de um galho pro outro.

Forte abraço nos homens e um beijão nas mulheres!



Email: causos@gamil.com

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Etâ oncinha.


Esse causo é de onça pintada, foi numa certa noite muito quente daquela do mês de janeiro quando o pantanal tava cheio, armemos nossas redes nos bacuris, num capão de mata, tava tão quente que eu durmi com a camisa aberta. Lá por meia noite senti um troço áspero na minha barriga, mas não importei, virei pro lado e continuei durmindo. Passou mais um pouquinho senti novamente só que dessa vez a coisa tava mais áspera. Derrepente sinti um troço subindo do meu umbigo pro pescoço e quando acordei vi que era uma ONÇA...e de susto dei um TAPA no rosto dela, ela saiu doida, eu acho que também assustou comigo, depois fui perceber que ela tava me lambendo por causa do suor do meu corpo porque naquela noite tava muito quente. Será que a onça gostou do meu suor e ela voltará depois?
Ufâ ainda bem que foi embora! Que noite!

domingo, 10 de junho de 2007

Diz um tio..



Diz um tio, que esse causo passou com ele quando ele fora gerente da fazenda Itaipu. Uma certa noite ouviu passos na varanda de sua casa, disse que esses passos eram de bota com espora, ele abriu a porta e saiu para ver quem estava andando na varanda, não encontrou ninguém, quando ele fechava a porta o braulho recomeçava, ele saía novamente e nada de ver a "pessoa" até que ele falou, se você não identificar vou atirar, o barulho parou na hora, e ficou uns 10 minutos muito quieto, derrepente, começou a fazer barulho no porão da casa onde ele guardava as ferramentas do trabalho, enxada, estrovenga, pá de ponta e outras ferramentas do uso diário numa fazenda. Segundo meu tio, esse "dito cujo" começou a fazer a maior bagunça no porão, derrubando toda as ferramentas no chão era um barulhão. Essa bagunça foi até as 06 da manhã, quando o barulho quietou, meu tio chamou sua esposa para ajudar a limpar o porão pois ele achava que a bagunça era muita. Quando chegaram no porão a surpresa dos dois foi tanta, o lugar estava do mesmo jeito que eles tinham deixado, tudo em ordem, sem nenhuma bagunça. Essa casa não exite mais foi demolida pelo atual proprietário, visto que muitas noites foram escutados gritos, vozes e barulho de espora batendo no chão.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Ê seu Alonso

Escutei um causo de um peão pantaneiro chamado Alonso, esse que mora no pantanal já uns 40 anos conhece muito de natureza e disse todo contente esse causo:
"Um certo dia tava conduzindo um grupo de turista, foi quando passemos numa baía e vi um cabeça seca, paramos o trator e os turista tiraram foto, a tarde passei a cavalo com a peãozada, percebi que o cabeça seca ainda estava lá, no mesmo lugar, achei meio esquisito. No outro dia cedo fui com outro grupo turista fazer o passeio, quando cheguei na baía tava o cabeça seca parado no mesmo lugar, fiquei com aquilo na cabeça, não é possível que essa ave não vuou, pode ser que tá doente. De tardinha fui lá vê. Moço do céu! A ave tava no mesminho lugar! Apiei da Serena, égua que é minha muntada, fui indo em direção do cabeça seca e o bicho tava bravo, fui chegando de vagarzinho, mas fui chegando, esse bicho começô a fazer um baruio estranho..bateu o bico, as asas, quando cheguei pertinho desse troço, notei que ele não vuava, fui chegando e ele cada veis mais bravo, quando cheguei bem perto mesmo percebi que o cabeça seca tava ATOLADO! Coitado do bichinho devia tá com muita sede né?"

terça-feira, 5 de junho de 2007

O tar..

Tava eu andando suzinho a noite indo para fazenda do Sinhô Vardemar quando passou por mim um troço preto, parei na hora, fiquei olhando... Derrepente escuto um uivado, pensei ser um cachorro daqueles que a gente chama por aqui de americanos, gerarmente usado para ser o mestre, mas não, esse troço começou a uivar e vir para o meu lado, fiquei branquinho, o coração parpitou ligeirinho, moçô do céu o senhô não imagina o trem que dá aqui dentro de nóis parece que nóis vai se borrar tudinho, mas o troço era feio, tão feio que duía até os zoios.. Aí eu pensei comigo, pra onde vou? Mas logo lembrei que um amigo meu chamado Zé disse que esse tar do chorro grande é lobisome e que é um home que vira cachorro ou lobo, vai saber né? Pensei, será que com uma faca eu mato esse cachoro, ou melhor, esse home, mas nisso o trem foi chegando mais perto e chegando, a única coisa que fiz foi correr, meu deus, como corri, corri mais que lobinho fugindo da onça, foi um troço muito esquisito, a sorte minha foi que tinha uma cerca e pulei, passando para o outro lado, nisso o lobisome não passou pela cerca, vortei para o rancho muito calado e cum muito medo, não sei o que era, mas garanto que gente não era.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

É dizem por aí..

Dizem que nas encruzilhadas há um tar de ispiritu, tarvez a moça deixada no dia do casório, já ouvi dizê que tamem acontece nas porteiras de fazenda...Vixe, eu nunca vi, mas meu irmão já viu e ficou arrupiado..aparece ela toda de branco, igualzinho uma noiva....foi na fazenda do seu Eduardo, vortando de uma festa, estava meu irmão mais dois colega, quando eles passaram na terceira porteira um deles foi abri e quando o jep passô e fechou a porteira, nessa hora viu um vurto de branco, os três sairão correndo....chegaram aqui branquinho de medo, isso aconteceu a noite de lua clara...Já pensô ver uma dessas alma assim sem avisar ainda no escuro, vixê...